KARDEC PARA TODOS

14 de Julho de 2010 @ 18:23 por Silvio Luis Morais

Allan Kardec - Allan Kardec

Objetivo:
Ampliar a forma de estudar o Espiritismo nos lares, escola, entre amigos etc.
Motivações.

1.) “O Espiritismo não encerra mistérios, nem teorias secretas; tudo nele tem que estar patente, a fim de que todos o possam julgar com conhecimento de causa.”.

Uma verdadeira multidão de pessoas se dizem espíritas e freqüentam sessões sem jamais haverem lido “O Livro dos Espíritos” ou qualquer outra das obras básicas da doutrina.

Fala-se muito no Evangelho segundo o Espiritismo e que as pessoas que o praticam são de alguma forma mais assistidas que outros que não praticam.
Esta visão não tem nada haver com os ensinos espíritas, pois a doutrina tem por objetivo auxiliar as pessoas em seu progresso moral.

E este se efetua quando a pessoa sabe as finalidades da vida e porque esta aqui, qual seu papel e assume suas responsabilidades perante a sociedade.

2. )“Criar em todos os lares o hábito de debater em família, as questões corriqueiras do dia a dia sob a ótica espírita.”

As pessoas que só têm conhecimento superficial do Espiritismo são, naturalmente, inclinadas a formular certas questões, cuja solução podiam, sem dúvida, encontrar em um estudo mais aprofundado dele; porém, o tempo e, muitas vezes, a vontade lhes faltam para se entregarem a observações seguidas.

Antes de empreenderem essa tarefa, muitos desejam saber, pelo menos, do que se trata e se vale a pena ocupar-se com tal coisa. Por isso, achamos útil apresentar resumidamente as respostas a algumas das principais perguntas que nos são diariamente dirigidas;(O que é o Espiritismo )

Sendo objetivo da doutrina o progresso moral da humanidade nada melhor do que estudar a doutrina de forma natural, ou seja, debatendo noticias e fatos do dia a dia usando o Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns e debatendo entre si.

Para isso não é necessário estipular dia ou horário, seguindo de quais quer rituais, bastando ter o livro dos espíritos sempre à mão e conhecendo o pequeno livro O que é o Espiritismo colocar as questões cotidianas sob a ótica espírita.
Não se aprende doutrina espírita através de romances.

3.) “Dissemos que o Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma Filosofia”.

Portanto quem desejar conhecê-lo seriamente deve, pois, como primeira condição, submeter-se a um estudo sério e persuadir-se de que, mais do que qualquer outra ciência, não se pode aprendê-lo brincando.

Aqui esta uma lista de livros sugerida por Kardec no o livro dos Médiuns.

1º) O que é o Espiritismo: Esta brochura, de apenas uma centena de páginas, apresenta uma exposição sumária dos princípios da Doutrina Espírita, uma visão geral que permite abranger o conjunto num quadro restrito. Em poucas palavras se percebe o seu objetivo e se pode julgar o seu alcance. Além disso, apresenta as principais perguntas ou objeções que as pessoas novatas costumam fazer. Essa primeira leitura, que exige pouco tempo, é uma introdução que facilita o estudo mais profundo

O 20que 20e 20o 20espiritismo - O 20que 20e 20o 20espiritismo

2º) O Livro dos Espíritos: contém a doutrina completa ditada pelos Espíritos, com toda a sua Filosofia e todas as suas conseqüências morais. É o destino do homem desvelado, a iniciação ao conhecimento da natureza dos Espíritos e os mistérios da vida de além túmulo. Lendo-o, compreende-se que o Espiritismo tem um objetivo sério e não é um passatempo frívolo.

Livro dos Espiritos - Livro dos Espiritos

3º) O Livros dos Médiuns: Destinado a orientar na prática das manifestações, proporcionando o conhecimento dos meios mais apropriados de nos comunicarmos com os Espíritos.É um guia para os médiuns e para os evocadores e o complemento de O Livro dos Espíritos.

O Livro dos M  diuns - O Livro dos M  diuns

4.) O Espiritismo não é obra de romances e sim de filosofia, mas não é vedado sua leitura.

Na doutrina espírita a dúvida é um dos elementos básicos para a busca da verdade. Kardec a aconselha como método de controle das manifestações mediúnicas e dos estudos dos princípios doutrinários.

Portanto a leitura de seu romance preferido pode ser objeto de estudo agradável a partir do momento que você compare as informações recebidas com o que informa o livro dos Espíritos e O livro dos médiuns.

Devemos ter bem claro que A opinião de um Espírito - seja qual for o médium, seja qual for à categoria desse Espírito - é sempre uma opinião própria, não é um princípio doutrinário.

Sobre o Culto do Evangelho no Lar
Aqueles, no entanto, que tiveram a curiosidade de examinar tal recomendação diretamente, nas obras básicas tiveram uma espantosa surpresa: A TAL RECOMENDAÇÃO NÃO EXISTE!
E isto ninguém pode contestar Kardec não menciona o estudo do evangelho como fundamento doutrinário, portanto, a atual tendência dos seguidores de ensinos mediúnicos oriundos de Entidades espirituais não tem amparo nos conceitos de Kardec, é apenas uma opinião particular do espírito não é um principio doutrinário.

Quem quiser divulgar esta campanha pegue a imagem abaixo e poste em seu blog, envie por e-mail, imprima leve para seu centro espírita faça sua parte.

Vamos Estudar Kardec no Lar.

O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal

100 Anos de Chico Xavier - 3 Congresso Espirita Brasileiro

17 de Abril de 2010 @ 01:43 por Silvio Luis Morais

Amigos está acontecendo em Brasilia o 3 Congresso Espirita Brasileiro em comemoração ao Centenário de Chico Xavier, abaixo segue o link do site do congresso e sua programação.

100 anos de Chico Xavier - 100 anos de Chico Xavier

http://www.100anoschicoxavier.com.br

Chico, Diálogos e Recordações

17 de Abril de 2010 @ 01:22 por Silvio Luis Morais

Amigos postamos agora excelente oratória do Sr. Arnaldo Rocha realizada durante evento da União Mineira Espírita, ele, que conviveu de forma continua ao lado de Chico Xavier esclare e nos alerta sobre vários assuntos como estudos, mediunidade, chega a colocar um ponto final na historia falsa de que Chico Xavier era Kardec.

Chico, Diálogos e Recordações from União Espírita Mineira on Vimeo.

Mensagem de Páscoa….

6 de Abril de 2010 @ 01:11 por Silvio Luis Morais

Mensagem recebida em…

São Paulo, 6 de Abril de 2007.

O que é o AMOR?

Uns diram,

- Sentimento entre um casal, entre namorados, entre homens, entre mulheres;

- Outros diram que o AMOR é o sentimento da mãe com os filhos;

- Uns ainda diram que o AMOR é sexo.

O AMOR é AMPLO !

É tudo isso e muito mais!

No AMOR, se encontram,

- A justiça, pois a justiça sem AMOR é vingança;

- O sexo, pois o sexo sem AMOR é apenas o instinto;

- A caridade, pois a caridade sem AMOR é apenas assitêncialismo;

- A compaixão, pois a compaixão sem AMOR é dó;

- A amizade, pois a amizade sem AMOR é inimizade;

- A verdade, pois a verdade sem AMOR é mentira;

- A paixão, pois a paixão sem AMOR é apenas sexolatria.

Tudo isso e muito mais é o AMOR!

Sentimento sublime que eleva a criatura a DEUS.

A vida, não existe sem AMOR!

Os átomos não se movimentariam, sem AMOR!

As reações químicas não ocorreriam, sem AMOR!

Nosso organmismo não funcionaria, sem AMOR!

O AMOR é tudo isso e muito mais!

Não se restringe ao nosso pensamento, ao que vemos, ouvimos.

O AMOR, até onde conseguimos compreende-lo, é a imensidão que nos envolve.

O AMOR se encontra nas estrelas, nos astros, nas moléculas, nos átomos, se expande do infinito micro ao infinito macro.

Isso é uma tentativa de descrever do que penso ser o AMOR.

MAS O AMOR É TUDO ISSO E MUITO MAIS !!!

Um Abraço a todos,

Cassimiro (Autor Espiritual)

Feliz Páscoa a todos !

Silvio

Chico Xavier - Revista Super Interessante - Richard Simonetti

6 de Abril de 2010 @ 01:05 por Silvio Luis Morais

Olá amigos

Vou reproduzir hoje o e-mail de Richard Simonetti para a redação da Revista Super Interessante em relação a matéria sobre Chico Xavier, leiam a revista e leiam esse texto de Richar Simonetti, tirem suas conclusões.

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“Senhor Sérgio Gwercman (sgwercman@abril.com.br)
Diretor de redação da revista Super Interessante

Sou assinante dessa revista há muitos anos. Sempre a encarei como publicação séria, fonte de informações a oferecer subsídios para meu trabalho como escritor espírita, autor de 49 livros publicados.

Essa concepção caiu por terra ao ler, na edição de abril, infeliz reportagem sobre Francisco Cândido Xavier, pretensiosa e tendenciosa, objetivando, nas entrelinhas, denegrir e desvalorizar o trabalho do grande médium.

Isso pode ser constatado já na seção “Escuta”, com sua assinatura, em que V.S. pretende distinguir respeito de reverência, como se reverência não fosse o respeito profundo por alguém, em face de seus méritos.

Podemos e devemos reverenciar Chico Xavier, não por adesão de uma fé cega, mas pela constatação racional, lúcida, lógica, de que estamos diante de uma personalidade ímpar, que fez mais pelo bem da Humanidade do que mil edições de Superinteressante, uma revista situada como defensora do bom jornalismo, mas que fez aqui o que de pior existe na mídia – a apreciação superficial e tendenciosa a respeito de alguém ou de uma notícia, com todo respeito, como pretende seu editorial, como se fosse possível conciliar o certo com o errado, o boato com a realidade, o achincalhe com o respeito.

Para reflexão da repórter Gisela Blanco e redatores dessa revista que em momento algum aprofundaram o assunto e nem mesmo se deram ao trabalho de ler os principais livros psicografados pelo médium, sempre com abordagem superficial, pretendendo “explicar” o fenômeno Chico Xavier, aqui vão alguns aspectos para sua reflexão e – quem sabe? – um cuidado maior em futuras reportagens.

De onde a repórter tirou essa bobagem de que “toda essa história começou com as cartas dos mortos?”

Se as eliminarmos em nada se perderá a grandeza de Chico Xavier. A história começa bem antes disso, com a publicação, em 1932, do livro Parnaso de Além-Túmulo, quando o médium tinha apenas 22 anos.

A reportagem diz: “Ele dizia que não escolhia os espíritos a quem atenderia, só via fantasmas e ouvia vozes. Mas parecia ser o escolhido por celebridades do céu. Cruz e Souza, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos e Castro Alves lhe ditaram versos e prosa.”

Afirmativa maliciosa, sugerindo o pastiche, a técnica de copiar estilo literário. O repórter não se deu ao trabalho de observar que no próprio Parnaso há, nas edições atuais, 58 poetas desencarnados, menos conhecidos e até desconhecidos, como José Duro, Alfredo Nora, Alma Eros, Amadeu, B.Lopes, Batista Cepelos, Luiz Pistarini, Valado Rosa… Poetas do Brasil e de Portugal que se identificam pelo seu estilo, em poesias personalíssimas enriquecidas por valores de espiritualidade.

Não sabe ou preferiu omitir a repórter que Chico psicografou poesias de centenas de poetas desencarnados, ao longo de seus 75 anos de apostolado, na maior parte poetas provincianos, conhecidos apenas nas cidades onde residiam no interior do Brasil. Pesquisadores constatam que esses poemas não são “razoavelmente fiéis ao estilo dos autores”. São totalmente fiéis.

Não tem a mínima noção de que a técnica do pastiche, a imitação de estilo literário, é extremamente difícil, quase impossível. Pastichadores conseguem imitar uma página, uma poesia de alguém, jamais toda uma obra ou as obras de centenas de autores.

Afirma que Chico foi autodidata e leitor voraz durante toda a vida, sempre insinuando o pastiche. Leitor voraz? Passava os dias lendo? Só quem não conhece sua biografia pode falar uma bobagem dessa natureza, já que Chico passava a maior parte de seu tempo atendendo pessoas, psicografando, participando de reuniões e atendendo à atividade profissional. Não conheço um único documentário, uma única foto mostrando Chico lendo “vorazmente”. Ah! Sim! Para a repórter Chico certamente escondia isso.

Fala também que Chico teria 500 livros em sua biblioteca e que “a lista inclui volumes de autores cujo espírito o teria procurado para escrever suas obras póstumas, como Castro Alves e Humberto de Campos”.

E as centenas de poetas e escritores que se manifestaram por seu intermédio. Chico tinha livros deles? E de poetas que sequer publicaram livros?

Quanto a Humberto de Campos, cuja família tentou receber na justiça os direitos autorais pelas obras psicografadas por Chico, o que seria ótimo acontecer, o reconhecimento oficial da manifestação dos Espíritos, esqueceu-se a repórter de informar que Agripino Grieco, o mais famoso crítico literário de seu tempo, recebeu uma mensagem do escritor, de quem era amigo. Reconheceu que o estilo era autenticamente de Humberto de Campos, mas que o fato para ele não tinha explicação, já que, como católico praticante, não admitia a possibilidade de manifestação dos espíritos.

Esqueceu ou ignora que Chico, médium psicógrafo mecânico, recebia duas mensagens simultaneamente, com ambas as mãos sendo usadas por dois espíritos. Desafio Superinteressante a encontrar um prestidigitador capaz de fazer algo semelhante.

Uma pérola de ignorância jornalística está na referência sobre materialização de Espíritos: “seria necessário produzir um total de energia duas vezes maior do que é hoje produzido pela hidroelétrica de Itaipu por ano, segundo os cálculos feitos por especialistas exibidos por reportagens sobre Chico nos anos 70.” Seria superinteressante a repórter ler sobre as pesquisas de Alfred Russel Wallace, Oliver Joseph Lodge, Lord Rayleigh, William James, William Crookes, Ernesto Bozzano, Cesare Lombroso, Alexej Akzacof e muitos outros cientistas respeitáveis que estudaram o fenômeno da materialização e o admitiram. Leia, também, sobre quem eram esses cientistas, para constatar que não agiam levianamente como está na revista.

A repórter reporta-se às reuniões mediúnicas das quais Chico participava como shows que o tornaram famoso e destila seu veneno. Cita o sobrinho de Chico que, dizendo-se médium, confessou que era tudo de sua cabeça, o mesmo acontecendo com o tio. Por que passar essa informação falsa, se o próprio sobrinho de Chico, notoriamente perturbado e alcoólatra, pediu desculpas pela sua mentira? Joga penas ao vento e espera que o leitor as recolha? Omitiu também a informação de que ele confessou que pessoas interessadas em denegrir o médium pagaram-lhe pela acusação.

Eram frequentes nas reuniões a ocorrência de fenômenos como a aspersão de perfumes no ambiente, algo que, deveria saber a repórter, costuma ocorrer com os médiuns de efeitos físicos. No entanto, recusando-se a colher informações mais detalhadas sobre o assunto, limitou-se a dizer que em 1971 um repórter da revista Realidade, José Hamilton Ribeiro, denunciou que viu um dos assessores de Chico Xavier levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar. Sugere que havia mistificação, aliás, uma tônica na reportagem. Por que não foram consultadas outras pessoas, inclusive centenas que tiveram seus lenços inexplicavelmente encharcados de perfume ou a água que levavam para magnetizar, a exalar também um olor suave e desconhecido que perdurava por muitos dias?

Na questão das cartas, milhares e milhares de cartas de Espíritos que se comunicavam com os familiares, sugere a repórter que assessores de Chico conversavam com as pessoas, anotando informações para dar-lhes autenticidade. Lamentável mentira. E ainda que isso acontecesse, Chico precisaria ser um prodígio para ler rapidamente as informações e inseri-las no contexto de cada mensagem, de cada espírito, mistificando sempre.

E as mensagens dirigidas a pessoas ausentes? E os recados aos presentes? Não eram só mensagens. Eram incontáveis recados. A pessoa aproximava-se de Chico e ele, sem conhecer nada de sua vida, transmitia recados de familiares desencarnados, na condição de um ser interexistente, que vivia simultaneamente a vida física e a espiritual, em contato permanente com os Espíritos.

Lembro o caso de um homem inconformado com a morte de um filho. Ia toda noite deitar-se na sepultura do rapaz, querendo “ficar com ele”. Não contava a ninguém, nem mesmo aos familiares. Em Uberaba recebeu mensagem do filho pedindo-lhe que não fizesse isso, porquanto ele não estava lá.

Durante muitos anos Chico psicografou receituário mediúnico de homeopatia. Perto de 700 receitas numa noite. Ficava horas psicografando. E os medicamentos correspondiam à natureza do mal dos pacientes, sem que o médium deles tivesse o mínimo conhecimento. Na década de 70 tive uma uveíte no olho esquerdo. Compareci à reunião de receituário. Escrevi meu nome e idade numa folha de papel. Não conversei com ninguém. Após a reunião recebi a indicação de dois medicamentos. Tornando a Bauru, onde resido, verifiquei num livro de homeopatia que o dois medicamentos diziam respeito ao meu mal. Curaram-me.

Concebesse a repórter que, como dizia Shakespeare, há mais coisas entre a Terra e o Céu do que concebe nossa vã sabedoria, e não se atreveria a escrever sobre assuntos que desconhece, com o atrevimento da ignorância.

Outras “pérolas” da reportagem:

Oferece “explicações” lamentáveis para o fenômeno Chico Xavier.

Psicose, confundindo mediunidade com anormalidade.

Epilepsia, descarga elétrica que “poderia causar alheamento, sensação de ausência, automatismo psicomotor”, segundo a opinião de um médico. Descreve algo inerente ao processo mediúnico, que não tem nada a ver com desajuste mental, ou imagina-se que o contato com o Espírito comunicante não imponha uma alteração nos circuitos cerebrais, até para que ocorra a manifestação? E porventura o médico consultado sabe de algum paciente que produza textos mediúnicos durante a crise epilética?

Criptomnésia, memórias falsas, lembranças escondidas no subconsciente do médium, ao ouvir informações sobre o morto. Inconscientemente ele “arranjaria” essas informações para forjar a “manifestação”.

Telepatia. Aqui o médium captaria informações da cabeça dos consulentes e as fantasiaria como manifestação do morto. Como dizia Carlos Imabassahy, grande escritor espírita, inconsciente velhaco, porquanto sempre sugere que é um morto quem se manifesta, não ele próprio.

Informa a repórter que “acuado pelas críticas na Pedro Leopoldo de 15 mil habitantes, Chico resolveu fazer as malas e partir para Uberaba, um polo do Espiritismo onde contaria com um apoio de amigos”.

Mentira. Ele deixou Pedro Leopoldo, onde tinha muitos amigos, não por estar “acuado”, mas simplesmente seguindo uma orientação do Mundo Espiritual, em face de tarefas que desenvolveria em Uberaba que, então sim, com sua presença transformou-se em “polo do Espiritismo”.

Na famoso pinga-fogo a que Chico compareceu, em 1971, na TV Tupi, um marco na história das entrevistas televisivas, com uma quase totalidade de audiência, diz a repórter que Chico foi “bombardeado por perguntas. Mas se safou.” Bombardeado? Safou-se? O que foi essa entrevista, um libelo acusatório contra um mistificador? Se a repórter se desse ao trabalho de ver a entrevista toda, o que lhe faria muito bem, verificaria que o clima foi de cordialidade, de elevada espiritualidade, e que em nenhum momento os entrevistadores “bombardearam” Chico. E em nenhum momento ele deixou de responder as perguntas com a sobriedade e lisura de quem não está ali para safar-se, mas para ensinar algo de Espiritismo.

Falando da indústria (?) Chico Xavier, há um box sobre “Dieta do Chico Xavier”, que jamais seria veiculada por Chico. Usaram seu nome. Por que incluí-la nas inverdades sobre o médium, simplesmente para denegrir sua imagem, aqui sugerindo que seria ingênuo a ponto de conceber semelhante bobagem? Se eu divulgar via internet que Superinteressante recomenda o uso de cocô de galinha para deter a queda de cabelos, seria razoável que alguma revista concorrente citasse essa tolice, mencionando a suposta autoria, sem verificação prévia?

Falando dos 200 livros biográficos sobre Chico Xavier, a repórter escreve: “Tem até um de piadas, Rindo e Refletindo com Chico Xavier”. Certamente não leu o livro, porquanto não conhece nem o autor, eu mesmo, Richard Simonetti, nem sabe que não se trata de um livro de piadas, mas um livro de reflexão em torno de ensinamentos bem-humorados do médium.

Não fosse algo tão lamentável, tão séria essa agressão contra a figura respeitável e venerável de Chico Xavier, eu diria que essa reportagem, ela sim, senhor redator, foi uma piada de péssimo gosto!

Doravante porei “de molho” as informações dessa revista, sem o crédito que lhe concedia.

A repórter Gisela Branco esteve em Pedro Leopoldo e Uberaba com o propósito de situar Chico Xavier como figura mitológica. É uma pena! Não teve a sensibilidade nem o discernimento para descobrir o médium Chico Xavier, cuja contribuição em favor do progresso e bem estar dos homens foi tão marcante que, a exemplo do que disse Einstein sobre Mahatma Gandhi, “as gerações futuras terão dificuldade para conceber que um homem assim, em carne e osso, transitou pela Terra.”

E deveria saber que não vemos Chico Xavier como um mártir, conforme sugere. Não morreu pelo Espiritismo. Viveu como espírita. E se algo se aproxima de um martírio em seu apostolado, certamente foi o de suportar tolices e aleivosidades como aquelas presentes na citada reportagem.

Finalizando, um ditado Zen para reflexão dos redatores da Super:

O dedo aponta a lua.

O sábio olha a lua.

O tolo olha o dedo.

Richard Simonetti

Bauru, 3 de abril de 2010.

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Cap XI - Amar ao Próximo como a Si Mesmo - Evangelho Segundo o Espiritismo.

15 de Março de 2010 @ 00:12 por Silvio Luis Morais

9. O amor é de essência divina. Desde o maior até o menor, todos vós possuís, no fundo do coração, a chama desse fogo sagrado. É um
fato que já haveis constatado muitas vezes: o pior dos homens, o mais perverso, o mais criminoso tem por um ser ou por um objeto
qualquer uma afeição viva e ardente, à prova de tudo que tente diminuíla, e muitas vezes atingindo proporções admiráveis.

Dissemos por um ser ou por um objeto qualquer, porque existem entre vós indivíduos que dedicam tesouros de amor, que lhes transbordam
do coração, aos animais, às plantas e até mesmo a objetos materiais: são os solitários, críticos da sociedade, reclamando da Humanidade em geral. Eles resistem contra a tendência natural de sua alma, que procura ao seu redor afeição e simpatia; rebaixam a lei de amor ao estado de instinto. Mas, façam o que fizerem, não serão capazes de sufocar o gérmen vivo que Deus depositou em seus corações ao criá-los. Este gérmen se desenvolve e cresce com a moralidade e com a inteligência e, ainda que freqüentemente comprimido pelo egoísmo, é a origem das santas e doces virtudes que fazem as afeições sinceras e duráveis, que vos ajudam a percorrer a difícil e dura estrada da existência humana.

Para algumas pessoas a prova da reencarnação é inaceitável e causa horror, por acharem que outros participarão de afetuosas simpatias das quais são ciumentas. Pobres irmãos! O vosso afeto é que vos torna egoístas. Vosso amor é limitado a um círculo íntimo de parentes ou de amigos e todos os demais são indiferentes para vós. Pois bem!

Para praticar a lei de amor tal qual Deus a estabelece, é preciso que passeis progressivamente a amar todos os vossos irmãos indistintamente. A tarefa é longa e difícil, mas se cumprirá. Deus assim o quer, e a lei de amor é o primeiro e o mais importante ensinamento de vossa nova doutrina, pois é ela que deve um dia destruir o egoísmo sob qualquer forma que se apresente, porque, além do egoísmo pessoal, há ainda o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade.

Disse Jesus: Amai ao vosso próximo como a vós mesmos; pergunta-se, qual é o limite do próximo? Seria a família, a religião, a Pátria? Não. É toda a Humanidade. Nos mundos superiores é o amor mútuo que harmoniza e dirige os Espíritos adiantados que os habitam. E o vosso Planeta, destinado a um progresso que se aproxima, para sua transformação social, verá essa lei sublime ser praticada por seus habitantes, como um reflexo da Divindade.

Os efeitos da lei de amor são o aperfeiçoamento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrena. Os mais rebeldes e os mais
viciosos deverão se reformar, quando virem os benefícios produzidos por esta prática: Não façais aos outros o que não gostaríeis que vos
fizessem, mas sim fazei a eles todo o bem que está ao vosso alcance.

Não acrediteis na secura e no endurecimento do coração humano. Ele cede, mesmo a contragosto, ao verdadeiro amor. É como se fosse um ímã ao qual não se pode resistir. O contato desse amor vivifica e fecunda os germens dessa virtude que estão nos vossos corações dormecidos. A Terra, morada de provações e de exílio, será então purificada por esse fogo sagrado e verá serem nela praticados a caridade,
a humildade, a paciência, a dedicação, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor.

Não vos canseis de ouvir as palavras de João, o Evangelista. Como sabeis, quando a enfermidade e a velhice suspenderam o curso de suas pregações, ele apenas repetia estas doces palavras: Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros.

Caros irmãos amados, praticai estas lições; sua prática é difícil, mas a alma retira delas um imenso benefício. Acreditai em mim, fazei o sublime esforço que vos peço: “Amai-vos”, e vereis a Terra se transformar e tornar-se um novo paraíso, onde as almas virtuosas desfrutarão do repouso merecido.

Sansão - antigo membro da Sociedade Espírita de Paris - 1863

Obsessão e Desobsessão

24 de Fevereiro de 2010 @ 12:17 por Silvio Luis Morais

OBSSESSÃO:

“É o domínio que alguns espíritos logram adquirir sobre certos pessoas. Nunca é praticado senão por espíritos inferiores que procuram dominar” (Livro dos Médiuns, Cap. 23 item 237)

“É a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a pertubação completa do organismo e das faculdades mentais.” ( O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. 25, item 81)
A obsessão é e sempre foi um dos maiores problemas da humanidade. Difícil de ser tratada por esbarrar na dureza do coração humano. Tratada pela medicina como problema puramente físico, ainda não tem encontrado através dela, um meio de alívio para milhares de seres que sofrem sua ação. É para a ciência, em muitos casos, problema insolúvel, catalogado como resultado da hereditariedade, apesar de a maioria dos casos contestar esta afirmação.

A par com a medicina, a religião oficial vem dando a sua contribuição no âmbito do terror quando diz, que quem sofre um mal deste tipo está endemoniado, tendo que ser exorcizado, o que leva a maioria das pessoas a se afastarem delas por medo de ridículo ou incompreensão, preferindo apesar dos pesares continuar sua peregrinação através dos consultórios.

A Doutrina Espírita, única a dar uma explicação racional sobre o problema, tem se desdobrado através de trabalhadores incansáveis, no sentido de aliviar aqueles que sofrem desse mau, de maneira tranquila e os trazendo de volta a uma vida saudável.

A obsessão só pode ser racionalmente explicada sob o prisma da doutrina espírita. É uma faceta do relacionamento humano, que continua a se fazer sentir entre os seres, embora já tenham desencarnado alguns e outros continuarem encarnados.

Este relacionamento se mantém devido as ligações boas ou más existentes entre as partes envolvidas que prendem uns aos outros, até que a justiça e o aprendizado inerente a este acontecimento esteja assimilado.

Jesus, como profundo conhecedor da psiquê humana e seus defeitos, deixou escrito o ensinamento que se obedecido livraria o homem desse mau.

“Perdoa, o teu inimigo enquanto estais em caminho com ele, para que ele não te leve a juiz e não te condene, pois se isso vir a acontecer, ficará preso até que pagues o último cetil.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo).

Nesta parábola ele nos dá o antídoto. O Amor é o caminho. O perdão, a paciência, tolerância, tudo o que leva as pessoas a um bom relacionamento. Não criando por isso motivos de represálias de ninguém.

Quando criarmos barreiras em nós mesmos, tirando do nosso coração o orgulho, a vaidade, o egoísmo, e vivenciarmos bem com todos em acordo com o evangelho, não existirão mais esses relacionamentos negativos e sim somente os positivos, onde todos serão amigos e ajudarão uns aos outros no caminho evolutivo.

2 – CLASSIFICAÇÃO DA OBSESSÃO

Allan Kardec, através dos seus estudos classificou a obsessão por seus estágios, sendo que por isso mesmo, não tem um caráter definitivo, servindo apenas como parâmetro para estudo, uma vez que a obsessão é muito variada em seus aspectos, sendo difícil estabelecer onde uma fase começa e termina a outra.

2.a – SIMPLES – É a influência sutil na atitude do espírito, encarnado ou desencarnado.

2.b – FASCINAÇÃO – É a ação direta de um espírito sobre o pensamento de outro.

3.c – SUBJUGAÇÃO – É a paralisação através da ação mental, que um espírito determina sobre a vontade de outro.

Participantes:

Encarnado para encarnado
Desencarnado para desencarnado
Encarnado para desencarnado
Desencarnado para encarnado
Auto – Obsessão

3 – FATORES QUE LEVAM À OBSESSÃO:

O que predispõe um espírito (encarnado ou desencarnado) à Obsessão, são as imperfeições morais. Na medida que o espírito se aperfeiçoa moralmente, ele não se predispõe à obsessão.

4 – QUANDO PODEMOS RECONHECER A OBSESSÃO:

a) Quando sentimos idéias torturantes a se fixar.
b) Quando sentimos forças interferindo no processo mental.
c) Quando se verifica a vontade sendo dominada.
d) Quando se experimenta inquietação constante.
e) Quando se sinta desequilíbrio espiritual.

5 – ACESSOS À OBSESSÃO:

a) Ideias profundamente negativas
b) Depressão / Desânimo
c) Revolta
d) Medo
e) Irritação / Cólera
f) Vícios / fumo / tóxicos / álcool
g) Desregramento sexual
h) Maledicência
i) Ciúme
j) Avareza/Egoísmo
k) Ociosidade
l) Remorso

6 – PROCESSO OBSESSIVO:

O que rege o processo obsessivo é o atendimento à “lei de sintonia”, que é a predisposição de atração recíproca, através da emissão e recepção de ondas mentais. A obsessão prolongada pode causar:

a) Desordens patológicas (doenças)
b) Loucura
c) Morte Física

7 – OBSESSOR E OBSEDIADO

O estudo da obsessão tem levado à compreensão de que as criaturas encontram-se na grande maioria envolvidas por conflitos do passado.

São enfermos que reclamam tratamento à luz do esclarecimento, pois somente através do perdão das partes envolvidas, poderá desmanchar os liames doentios que os prendem. É preciso notar que os laços são modificados, nunca rompidos. Onde há ódio, passará a haver compreensão, entendimento, paciência. Em benefício desse objetivo deixarão pelo menos, de prejudicarem um ao outro, ganhando com isso, equilíbrio, que os conduzirão ao respeito e futuramente ao perdão total dos compromissos. Fazendo-os continuarem ligados, mas agora unidos pelos ideais de ajuda e quites com a justiça divina.

O Obsessor que guarda hoje sentimento de revolta e vingança, é alguém carente de amor e compreensão.

8 – DESOBSESSÃO

No sentido amplo da palavra significa o ato de curar alguém da obsessão.

A cura espírita da obsessão baseia-se na conscientização do enfermo e do espírito agressor, posto que o paciente, é o agente da própria cura.

Para isso a Doutrina propõe:

a) O esclarecimento através do estudo
b) Renovação interior por intermédio da ação do pensamento e da vontade.

9 – COMO EVITÁ-LA

( Conheça a ti mesmo)

Através do exercício constante da análise de si mesmo, o ser humano passa a se conhecer, colocando parâmetros entre o que pode e o que não pode realizar. Com isso passa a perceber as induções mentais que não se coadunam com seu modo natural de ser. Quando se conhece, se vigia, não aceitando idéias diferentes das suas. Vivendo de acordo com o preceito de Jesus; “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”

Paulo de Tarso diz: “Tudo me é possível, mas nem tudo me é permitido”. Nos alerta através dessas palavras que tudo podemos fazer com o nosso livre arbítrio, mas nem tudo que fazemos se reverterá em nosso proveito espiritual. A sabedoria do espírito é saber discernir entre o que traz felicidade momentânea ou a felicidade eterna. A opção da escolha é sua, não podendo a ninguém imputar culpa posterior.

10 – A FAMÍLIA PERANTE O ENFERMO:

Há que se destacar que no processo desobsessivo, a família assume papel preponderante, podendo colaborar sobremaneira para que o tratamento da equipe de desobssessão surta o efeito esperado.

Ela, na maioria das vezes é a mais afetada pelo problema, não sabendo como proceder com o enfermo.

Por esse motivo são feitas as seguintes recomendações à família:

a) Paciência com o enfermo;
b) Ausência de curiosidade sobre o obsessor;
c) Não atribuir-lhe (ao obsessor) os acontecimentos desastrosos que os visitem;
d) Não ter repulsa aos perseguidores;
e) Não desejar que eles (os perseguidores) sofram o reverso da medalha;
f) Esperar, sem pressa;
g) Confiar no tratamento dos bons espíritos;
h) Não buscar meios violentos ou aparentemente rápidos para desalojar o obsessor;
i) Orar sinceramente em favor do perseguidor.

11 – A DESOBSESSÃO NO CENTRO ESPÍRITA:

O Centro Espírita é a peça fundamental para o tratamento da obsessão. Para isso deve dispor de equipe experiente para proceder a recepção e o diálogo com os obsessores.

O seu ambiente é impregnado de fluidos salutares que influi positivamente na reforma moral tanto do desencarnado como do encarnado.

Mantendo reuniões evangélicas ou cursos doutinários para onde devem ser encaminhados os necessitados encarnados. Também trazidos pelo plano espiritual que assiste a casa, os desencarnados envolvidos no processo receberão esclarecimentos. Assim ambos terão bases sólidas para mudarem hábitos e atitudes, condicionando-se a atitudes mentais mais saudáveis.

12 – A EQUIPE

Deverá ser constituída de pessoas totalmente empenhadas no trabalho, para isso superando todos os obstáculos. Com bases doutrinárias sólidas, não se deixaram abater por impedimentos nem da vida social, nem também ligado a querelas do personalismo, nem tampouco os causados por influências espirituais no decorrer do trabalho.

O ideal é que a equipe seja pequena, porque isso favorece a harmonia entre os seus integrantes, mas esse fato não impede uma equipe grande, desde que se tenha um clima de respeito e fraterno entre todos.

A equipe deverá ser constituida por:

Dirigente
Médiuns de Incorporação
Doutrinadores
Médiuns de Sustentação

Todo o êxito da reunião dependerá da equipe, que se não encarar com seriedade o trabalho, poderá sim atrair muitos problemas para si. Com claros prejuízos a todos.

Por isso enumeramos alguns requisitos básicos para se fazer parte de uma dessas equipes:

Interesse pelo estudo
Disciplina
Pontualidade
Assiduidade
Vivência com os postulados Cristãos
Fraternidade
Amor pelo semelhante, etc.

13 – ESCALA ESPÍRITA:

A classificação dos espíritos funda-se no seu grau de desenvolvimento, nas qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições das quais ainda não se livraram. Esta classificação nada tem de absoluta. Neste parâmetro Kardec classificou os espíritos em 3 (três) ordens.

a) PRIMEIRA ORDEM – ESPÍRITOS PUROS

Caracteres Gerais – Predominância do espírito sobre a matéria; superioridade intelectual e moral absoluta.

Classe Única – Espíritos que percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria.

b) SEGUNDA ORDEM / ESPIRITOS BONS

Caracteres Gerais – Predominância do espírito sobre a matéria, desejo do bem.

Quatro Classes:

1.º Espíritos Benévolos;
2.º Espíritos Sábios;
3.º Espíritos Prudentes;
4.º Espíritos Superiores

c) TERCEIRA ORDEM / ESPÍRITOS IMPERFEITOS

Caracteres Gerais – Predominância da matéria sobre o espírito, propensão ao mal.

Cinco Classes:

1.º Espíritos Impuros;
2.º Espíritos Levianos;
3.º Espíritos pseudo-sábios;
4.º Espíritos Neutros;
5.º Espíritos Batedores e Pertubadores.

NOTA: Enquanto o homem não incorporar em seu comportamento e hábitos as lições de Jesus, a obsessão continuará a existir no meio humano. Com ela, resgatamos os erros do passado, e aprendemos a modificar o nosso relacionamento humano para melhor. Quando superarmos a maldade em nossos corações, saberemos respeitar os direitos do próximo, e a nossa querida terra não mais será habitat de espíritos vingativos e dominadores, que serão banidos por falta de sintonia, da psicosfera. Teremos nos libertado do mal, caminhando rápido para a era do espírito.

Por isso, a vivência das palavras do Cristo, assume caráter imediato e imperativo, para felicidade nossa e do nosso mundo.

Bibliografia:

Apostila de “Obsessão e Desobssessão”- Milton Felipelli e Rubens P. Meira.
- Nos Bastidores da Obssessão – Herminio C. Miranda
- Diálogo com as Sombras – Herminio C. Miranda
- Ação e Reação – André Luiz
Missionários da luz – André Luiz
Vampirismo – Herculano Pires
O evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

“Artigo do site http://www.batuiranet.com.br. Autor:André Ariovaldo”

NOTA ESPECIAL

” Se você precisa de uma orientação, sobre assunto espiritual, ou necessita de ajuda, tratamento ou está em busca de cursos sobre a Doutrina Espírita, compareca em nossa Sede, Rua Juruaba, 387 Alto, Vila Livieiro– São Paulo – SP, nas Quartas-Feira, pois neste dia Temos uma equipe para atende-lo, ao qual chamamos de ” Atendimento Fraterno” a partir das 19:30 até as 21:45 horas.

Influência Oculta dos Espiritos sobre os nossos Pensamentos

24 de Fevereiro de 2010 @ 12:14 por Silvio Luis Morais

Todas as questões abaixo são retiradas de “O Livro dos Espíritos (Allan Kardec)”

459. Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?

— Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito freqüentemente são eles que vos dirigem.

460. Temos pensamentos próprios e outros que nos são sugeridos?

— Vossa alma é um Espírito que pensa; não ignorais que muitos pensamentos vos ocorrem, a um só tempo, sobre o mesmo assunto, e freqüentemente bastante contraditórios. Pois bem, nesse conjunto há sempre os vossos e os nossos, e é isso o que vos deixa na incerteza, porque tendes em vós duas idéias que se combatem.
461. Como distinguir os nossos próprios pensamentos dos que nos são sugeridos?

— Quando um pensamento vos é sugerido, é como uma voz que vos fala. Os pensamentos próprios são, em geral, os que vos ocorrem no primeiro impulso.

De resto, não há grande interesse para vós nessa distinção e é freqüentemente útil não o saberdes: o homem age mais livremente; se decidir pelo bem, o fará de melhor vontade; se tomar o mau caminho, sua responsabilidade será maior.

462. Os homens de inteligência e de gênio tiram sempre suas idéias de si mesmos?

— Algumas vezes as idéias surgem de seu próprio Espírito, mas freqüentemente lhes são sugeridas por outros Espíritos, que os julgam capazes de as compreender e dignos de as transmitir. Quando eles não as encontram em si mesmos, apelam para a inspiração; é uma evocação que fazem, sem o suspeitar.

Comentário de Kardec: Se fosse útil que pudéssemos distinguir os nossos próprios pensamentos daqueles que nos são sugeridos. Deus nos teria dado o meio de fazê-lo, como nos deu o de distinguir o dia e a noite. Quando uma coisa permanece vaga, é assim que deve ser para o nosso bem.

463. Diz-se algumas vezes que o primeiro impulso é sempre bom; isto é exato?

— Pode ser bom ou mau, segundo a natureza do Espírito encarnado. É sempre bom para aquele que ouve as boas inspirações.

464. Como distinguir se um pensamento sugerido vem de um bom ou de um mau Espírito?

— Estudai a coisa: os bons Espíritos não aconselham senão o bem; cabe a vós distinguir.

465. Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?

— Para vos fazer sofrer com eles.

465 – a ) Isso lhes diminui o sofrimento?

— Não, mas eles o fazem por inveja dos seres mais felizes.

465 – b) Que espécie de sofrimentos querem fazer-nos provar?

— Os que decorrem de pertencer a uma ordem inferior e estar distante de Deus

466. Por que permite Deus que os espíritos nos incitem ao mal?

— Os espíritos imperfeitos são os instrumentos destinados a experimentar a fé e a constância dos homens no bem. Tu, sendo Espírito, deves progredir na ciência do infinito, e é por isso que passas pelas provas do mal para chegar ao bem. Nossa missão é a de colocar-te no bom caminho, e quando más influências agem sobre ti, és tu que as chamas, pelo desejo do mal, porque os Espíritos inferiores vêm em teu auxílio no mal, quando tens a vontade de o cometer; eles não podem ajudar-te no mal, senão quando tu desejas o mal. Se pés inclinado ao assassínio, pois bem, terás uma nuvem de espíritos que entreterão esse pensamento em ti; mas também terás outros que tratarão de influenciar-te para o bem, o que faz que se reequilibre a balança e te deixe senhor de ti.

467. Pode o homem se afastar da influência dos Espíritos que o incitam ao mal?

— Sim, porque eles só se ligam aos que os solicitam por seus desejos ou os atraem por seus pensamentos.

468. Os Espíritos cuja influência é repelida pela vontade do homem renunciam às suas tentativas?

— Que queres que eles façam? Quando nada têm afazer, abandonam o campo. Não obstante, espreitam o momento favorável, como o gato espreita o rato.

469. Por que meio se pode neutralizar a influência dos maus Espíritos?

— Fazendo o bem e colocando toda a vossa confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e destruís o império que desejam ter sobre vós. Guardai-vos de escutar as sugestões dos Espíritos que suscitem em vós os maus pensamentos, que insuflam a discórdia e excitam em vós todas as más paixões. Desconfiai sobretudo dos que exaltam o vosso orgulho, porque eles vos atacam na vossa fraqueza. Eis porque Jesus vos faz dizer na oração dominical: “Senhor, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal!”.

470. Os Espíritos que procuram induzir-nos ao mal, e que, assim, põem à prova a nossa firmeza no bem, receberam a missão de o fazer, e, se é uma missão que eles cumprem, terão responsabilidade nisso?

— Nenhum Espírito recebe a missão de fazer o mal; quando ele o faz, é pela sua própria vontade, e conseqüentemente terá de sofrer as conseqüências(1). Deus pode deixá-lo fazer para vos provar, mas jamais o ordena e cabe a vós repeli-lo.

471. Quando experimentamos um sentimento de angústia, de ansiedade indefinível ou de satisfação interior sem causa conhecida, isso decorre de uma disposição física?

— E quase sempre um efeito das comunicações que, sem o saber, tivestes com os Espíritos, ou das relações que tivestes com eles durante o sono.

472. Os Espíritos que desejam incitar-nos ao mal limitam-se a aproveitar as circunstâncias em que nos encontramos ou podem criar essas circunstâncias?

— Eles aproveitam a circunstância, mas freqüentemente a provocam, empurrando-vos sem o perceberdes para o objeto da vossa ambição. Assim, por exemplo, um homem encontra no seu caminho uma certa quantia: não acrediteis que foram os Espíritos que puseram o dinheiro ali, mas eles podem dar ao homem o pensamento de se dirigir naquela direção, e então lhe sugerem apoderar-se dele, enquanto outros lhes sugerem devolver o dinheiro ao dono. Acontece o mesmo em todas as outras tentações.

Caos momentâneo

11 de Dezembro de 2009 @ 11:19 por Silvio Luis Morais

O Espírito Erasto, na mensagem “Os conflitos”**, cita palavras do Espírito São Luiz, um dos responsáveis pela Codificação Espírita, referindo-se a uma verdadeira Torre de Babel no que diz respeito aos prejuízos do orgulho e da exaltação do amor-próprio nos médiuns. Citando espíritos pseudo-sábios, falsos grandes homens, falsos religiosos e falsos irmãos da erraticidade, em meio a essa multidão de médiuns por eles fanatizados, aos quais ditam teses mentirosas e perigosas, na construção de autênticos andaimes erigidos pela ambição e a inveja, solicita aos espíritas sinceros que não se amedrontem com o caos momentâneo.

Embora a mensagem seja de 1863, verifica-se sua atualidade nas lutas do movimento espírita diante de tantas insinuações, tentativas de novidades dispensáveis e disputas próprias da exaltação do orgulho ou do amor-próprio ainda vigentes em nossa condição humana.

Por isso, indica o nobre Erasto:

“(…) Assim, pois, meus amigos, tendes que vos defender, não só contra os ataques e calúnias dos adversários vivos, mas, também, contras as manobras, ainda mais perigosas, dos adversários da erraticidade. Fortificai-vos, pois, em estudos sadios e, sobretudo, pela prática do amor e da caridade, e retemperai-vos na prece. Deus sempre ilumina os que se consagram à propagação da verdade, quando estão de boa fé e desprovidos de toda ambição pessoal. (…)”.

Pela grandeza da mensagem que ora estamos nos referindo, elaboramos também outra abordagem com o título “Que vos importam os médiuns?”, que o leitor encontrará fácil pela internet, de vez que ambas foram elaboradas e liberadas simultaneamente para divulgação. Optamos por duas abordagens ao invés de uma matéria mais longa.
Naquela abordagem, baseada na pergunta do próprio Erasto, ele mesmo nos dá a óbvia resposta: os médiuns não passam de instrumentos.

Por isso, nomes pomposos ou famosos nada significam. Como indica o espírito “(…) O que deveis considerar é o valor, é o alcance dos ensinamentos que vos são dados; é a pureza da moral que vos é ensinada; é a clareza, é a precisão das verdades que vos são reveladas; é, enfim, ver se as instruções que vos dão correspondem às legítimas aspirações das almas de escol e se são conformes às leis gerais e imutáveis da lógica e da harmonia universal. (…)”.

Uma vez mais, a precisa orientação de não nos impressionarmos pelos nomes que assinam as psicografias. O que vale e deve ser analisado é o conteúdo antes que o entusiasmo fácil nos encante pelo nome assinado. Por isso continua Erasto:

“(…) Os Espíritos imperfeitos, que representam um papel de apóstolo junto a seus obsedados, bem sabeis, não têm o menor escrúpulo em enfeitar-se com os mais venerados nomes (…); Assim, repetirei incessantemente o que dizia a meu médium, há dois anos: ´Jamais julgueis uma comunicação mediúnica pelo nome que a assina, mas apenas por seu conteúdo intrínseco´(…)”.

E a advertência vital: “(…) É urgente que vos ponhais em guarda contra todas publicações de origem suspeita, que parecem, ou vão parecer contrárias a todas as que não tivessem uma atitude franca e clara, e tende por certo que muitas são elaboradas nos campos inimigos do mundo visível ou invisível, visando a lançar entre vós os fachos da discórdia (…)”. Afinal, “(…) tende igualmente como certo que todo Espírito que a si mesmo se anuncia como um ser superior e, sobretudo, como de uma infalibilidade a toda a prova, ao contrário, é o oposto do que se anuncia tão pomposamente. (…)”.

Valiosas considerações, não é mesmo, leitores?
Estamos convidados ao uso do raciocínio, do bom senso, da lógica, mas também da bondade. Não estamos convidados à crueldade da discriminação, mas à lucidez da orientação correta e coerente com o que ensina o Espiritismo. Melhor a firmeza do conhecimento do que a ingenuidade da distorção…

Orson Peter Carra
Matão-SP

** – Recebida em 25/02/1863 e constante do livro A Obsessão, páginas 209 a 215 da 6ª. edição Editora O Clarim.

Visite o site: www.orsoncarrara.rg3.net
Blog: http://orsonpetercarrara.blogspot.com/

O ESPIRITISMO NOS SOLICITA UMA ESPÉCIE PERMANENTE DE CARIDADE. A CARIDADE DA SUA PRÓPRIA DIVULGAÇÃO.”
Emmanuel - do cap 40 , livro Estude e Viva

“Sob a Luz do Evangelho”

2 de Dezembro de 2009 @ 13:53 por Silvio Luis Morais

Cenas da peça de teatro “Sob a Luz do Evangelho” realizada na Escola Estadual Leão Machado dia 29 de Novembro de 2009 onde ocorreu o Seminário “Em Defesa da Vida”.

Agradecemos a todos os trabalhadores que participaram desse evento e a todo o público que compareceu na tarde de domingo.

Em especial, agradecemos ao Senhor Allan Kardec e sua equipe de teatro, agradecendo também ao atores voluntários que possibilitaram com seu empenho e dedicação a realização em tão pouco tempo da peça de teatro “Sob a Luz do Evangelho”.

Publico - Publico
inicio - inicio
observação - observação
obsessora - obsessora
obsessão - obsessão
obsessão - obsessão
Dois anos mais tarde - Dois anos mais tarde
Evangelho no Lar - Evangelho no Lar
Observação - Observação

Seminário em defesa da vida!

19 de Outubro de 2009 @ 14:07 por Silvio Luis Morais

evento 29 de Novembro - evento 29 de Novembro

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO - NÚCLEO ESPÍRITA DEUS, CRISTO E CARIDADE

19 de Setembro de 2009 @ 12:26 por Silvio Luis Morais

HORÁRIOS:

SEGUNDA-FEIRA - ESTUDOS - 19:30 ÀS 22:00 ( ABERTA AO PÚBLICO )

TERÇA-FEIRA - REUNIÕES DESOBSESSIVAS ( INTERNA )

QUARTA-FEIRA - ATENDIMENTO FRATERNO - ORIENTAÇÃO E EVANGELHO - 19:30 ÀS 21:45 ( ABERTA AO PÚBLICO )

QUINTA-FEIRA - ATENDIMENTO FRATERNO - PASSES E PALESTRAS - 19:45 ÀS 22:00 ( ABERTA AO PÚBLICO )

EM BREVE NOVAS TURMAS DE ESTUDO!

CONTATO: SLMORAIS@OSESPIRITAS.ORG

LOCALIZAÇÃO:

Nucleo Espirita Deus Cristo e Caridade - Nucleo Espirita Deus Cristo e Caridade

Clique no mapa para ampliar.

RUA JURUABA, 387 ALTO - VILA LIVIEIRO - SÃO PAULO - SP

Entrevista de José Sola para a Revista Sexto Sentido

6 de Julho de 2009 @ 15:20 por Silvio Luis Morais

Estamos reproduzindo a entrevista dada pelo senhor José Sola, presidente da “Instituição Beneficente José de Mocóca”, a revista sexto sentido que será publicada esses mês.

Uma entrevista bem esclarecedora para aqueles que desconhecem a Doutrina Espírita, principalmente sobre os temas “Causa e Efeito” e “reencarnação”.

As pessos que possuirem dúvidas sobre essa entrevista por favor nos direcionem suas questôes através do e-mail ” novaluz@osespiritas.org ” que encaminharemos para o entrevistado.

1-O que é Lei de Causa e Efeito?

A Lei de Causa e Efeito, é a Lei que define uma inteligência interagênte, antecedendo a todos os acontecimentos que se manifesta no universo, essa lei é o pensamento de Deus a manifestar-se na vida, nas suas mais variadas modalidades de ser.

É através da Lei de Causa e Efeito, que podemos provar a existência de Deus, pois se toda causa tem um efeito, somos forçados a inferir, que todo efeito inteligente há que ter uma causa inteligente, e a vida a manifestar-se no universo é inteligente.

Não acredito haja necessidade, mas para deixarmos bem clara a questão, analisemos a Terra que em seu movimento de rotação, perfaz o dia e a noite em vinte quatro horas, em seu movimento de translação orbitando o Sol em trezentos e sessenta e cinco dias e seis horas, fecha o ciclo completando o ano; é precisamente por não ser exato o fechamento da órbita da Terra em torno do Sol que criamos por convenção o ano bissexto, de quatro em quatro anos, com o vigésimo nono dia do mês de fevereiro, e este principio interagênte em ambos os movimentos, é mecânico, preciso, exato, não se alternam, nem o numero de horas, tampouco o numero de dias do ano.

Em nos analisando a nós mesmos, nos apercebemos ser uma maquina perfeitamente sincronizada, em que todos os nossos órgãos funcionam em uma sincronia harmônica, perfeita, quando um desses órgãos é afetado todo o sistema se sente prejudicado.

Necessitamos porventura pensar para que nosso coração bata de oitenta a cento e vinte vezes por minuto? Para que os rins realizem a função de filtrar nosso sangue, etc.?

E o nosso sistema endócrino, como explicar a especificidade de funcionamento?

Quando o organismo esta escasso de hormônio tireoideano, envia uma mensagem nervosa ao hipotálamo, este por sua vez a envia a hipófise, que de imediato, transforma esta mensagem nervosa em uma mensagem química abastecendo a tireóide com o hormônio tireotrófico.

E o mais interessante é precisamente a especificidade deste hormônio, que segregado vai percorrer o organismo, por via sanguínea, sensibilizando apenas a glândula da tireóide, não sendo assimilado por nenhuma outra glândula do sistema.

Esta inteligência que nos foge ao domínio, seja no que concerne ao movimento dos astros, atraídos uns pelos outros pela forca gravitacional, ou ainda ao mecanismo inteligente, preciso, especifico mesmo, que possibilita a desenvoltura da vida orgânica, é a causa, é Deus.

E por muito os ateístas tentem explicar a vida como uma casualidade, se demorarão sempre impossibilitados de fazê-lo, pois uma casualidade tenderia a manifestar-se de forma esporádica, entretanto a vida repete infinitas vezes esses e outros infinitos fenômenos, oferecendo-nos campo para a observação.

A vida não é uma abstração, é um fato (efeito) inteligente, se permite ser analisada, mensurada, estudada na causa que antecede os efeitos, pois não temos como aceitar um fenômeno acontecendo como uma casualidade, sem uma lei que o anteceda; quando vamos realizar uma experiência de química ou física, primeiro elaboramos a formula (lei), combinamos os elementos conforme a mesma, e transformamos um corpo químico em outro, ou definimos um elemento físico, como por exemplo: a definição da luz, pois esta, em tempos idos, era uma energia indefinida, entretanto aplicando as leis da física, descobrimos que a luz é composta por partículas, os fótons; conforme alguns cientistas ateístas, no universo acontece ao contrário, o fenômeno se manifesta do nada, gerando a seguir a causa.

Conforme Allan Kardec, todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, e isto nos leva a deduzir que, se todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, todo efeito que se manifesta na vida humana, nas mais variadas modalidades de sofrimentos e dores, tem como causa, nossa transgressão a Lei Divina, pois não existem efeitos sem causa.

A toda a ação por nós praticada, responde uma reação correspondente, seja na pratica do bem ou do mal, Deus nos concebe a vida, dota-nos de inteligência e amor, faculta-nos com o livre arbítrio, transformando-nos em construtores de nosso próprio destino, legando-nos o direito de agir conforme desejamos, nossa felicidade ou nossa desdita, é fruto de nossa própria elaboração.

Não entendendo a pluralidade das vidas sucessivas, a Lei de causa e efeito, ou ação e reação, a Justiça Divina fica comprometida, anulada mesmo, pois que justiça poderia haver da parte do Criador, com tantas diferenças sociais, físicas, morais, etc., alguns amigos religiosos alegam que é vontade de Deus, entretanto se fosse essa a Sua vontade, seria sádica, pois teria privilegiados e parias.

2-Quais são os ciclos da reencarnação?

Não existem ciclos para se reencarnar, a reencarnação depende de uma série de fatores, como o merecimento do espírito, à vontade, - pois temos o livre arbítrio, - e a necessidade de um espírito reencarnar depois de haver acordado para as realidades divinas, não existindo um tempo determinado pela Providencia Divina, para o retorno do espírito a matéria.

Existem reencarnações em que o espírito reencarnante a pede, por haver-se arrependido, e deseja progredir, outros casos em que o espírito havendo alcançado uma evolução maior, permanece por mais tempo na espiritualidade trabalhando, dentre muitos outros lembramos o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, e ainda aquelas entidades endurecidas, que cristalizam a mente e se demoram alguns deles, por cinco ou seis mil anos.

O espírito de André Luiz em seu livro “Libertação” psicografado pelo médium Francisco C. Xavier, quando desce as trevas junto com Gubio, em busca de Gregório um sacerdote das sombras, nos fala da existência desses espíritos.

Vemos nestes casos, que essas entidades fazendo uso de seu livre arbítrio, obliteram a consciência, não sentem remorsos nem dores, aguardando, contudo o limite maximo de maturação de suas potenciações, pois como vidas que somos, concebidas por Deus, acontecendo a partir de então, um cansaço, uma apatia, por essa vida infeliz em que nos projetamos, e então abrem-se a comporta de nossa consciência, e voltamos para a matéria, em condições tristes e precárias, é lógico.

Com esses espíritos sucede tal qual a um rio caudaloso, a que tentemos represar construindo uma comporta, sem vazão alguma, chega um momento em que a água se avoluma rompe a comporta, deixando marcas de destruição e ruína.

Nós espíritos, trazemos em potenciação no núcleo da alma, a inteligência e o amor, atributos que herdamos do Criador, essas potenciações tendem a maturar-se através do tempo, a esta maturação chamamos evolução, e como estamos fatalizados a felicidade e a luz, as “águas” da evolução rompem à comporta da consciência obliterada, levando-nos a desembocar em um berço na matéria, pois é preciso evoluir.

Não existem ciclos reencarnatórios, quem assim julgue, desconhece os mecanismos da Lei Divina, tanto quanto a misericórdia infinita de Deus, pois temos o livre arbítrio, somos os construtores de nosso próprio destino; somente existe uma fatalidade, a evolução, e, esta evolução a fazemos por caminhos mais variados e diversos, muitos deles tortuosos mesmo.

3- Para que e porque voltamos a este mundo?

Voltamos a este mundo por necessidade de evoluir, pois embora possamos evoluir também na espiritualidade, importa lembrar que é na Terra que iniciamos o processo evolutivo, principalmente no que concerne a evolução moral.

Esta duvida a temos por não compreendermos de que é na matéria que acontece o principio psíquico, pois muitos não aceitam a evolução anímica, mas não aceitando a evolução anímica, a Lei Divina fica comprometida em sua equidade, pois ao homem como recompensa das lutas, das dificuldades e dores, a evolução ao infinito, a felicidade eterna, e os animais que amam como amamos, são inteligentes, sofrem como sofremos, lhes esta reservada a condição de servirem eternamente de repasto a mesa do homem; se não aceitarmos a evolução anímica, nos demorando na crença de que Deus criou a vida, propondo diferentes princípios de criação, temos que admitir que existem privilegiados e parias, a Lei Divina somente se sustenta eqüitativa, justa e sábia se compreendermos um protótipo único, contido na substancia, que encerra em seu eterno vir a ser, as potenciações infinitas, na condição de psiquismo ou centelha divina.

A substancia é o elemento que encerra em seu núcleo a energia a matéria, e a centelha divina, pois matéria é energia em aceleração em velocidade, energia é matéria decomposta ou degradada, e a centelha divina ou o principio psíquico, que é o eu diretor, que assimila as vivenciações da substancia nas suas modalidades diferentes de ser, pois não houvesse um principio inteligente, e a evolução se tornaria impraticável.

Como visto voltar a este mundo é uma necessidade prioritária da evolução, voltam às plantas, voltam os animais e voltamos nós, somente deixaremos de voltar a este mundo reencarnados, quando houvermos feito nossa ascensão, nos libertando por completo da ascendência da matéria, então reencarnaremos apenas para uma missão.

Voltar a este mundo, é viver a divina oportunidade de aprendizado, é necessidade de transpormos como visto a barreira animal, para conquistarmos o direito de ingressar em um outro estágio da evolução.

4- Algumas críticas à teoria da reencarnação afirmam que ela leva a uma certa indolência ou acomodação, ou seja, que as pessoas podem “deixar para a próxima encarnação” qualquer projeto de elevação espiritual. Esse pensamento tem sentido?

Não para quem compreenda a importância e a finalidade da reencarnação,

pois a reencarnação tem como finalidade evoluir, e se desperdiçamos a oportunidade divina que nos é ofertada, estaremos dificultando nosso retorno a vida terrena de futuro, aconterá com eles o que acontece com o preguiçoso, deixa para fazer amanhã, e em muitas oportunidades acaba não fazendo.

Essa é a postura dos que não querem aceitar a reencarnação, mas não encontram argumentos lógicos e racionais para negá-la, pois ao contrário dessa afirmativa, a reencarnação é um meio propulsor da evolução, se tivéssemos uma vida única como o pretendem os teólogos de varias religiões a evolução seria impraticável.

Se nosso espírito fosse criado no ato da concepção, como o pretendem algumas religiões, a evolução não aconteceria, ou quando muito seria infinitamente lenta, pois um homem viveria até os noventa anos, neste período de existência haveria conquistado conhecimento em uma determinada matéria, desencarna e vai para o céu ou para o inferno para toda a eternidade, seus filhos trazendo a mente virgem sem conhecimento algum, lhe colheriam algumas informações, mas não teriam campo para avançar muito, pois a teoria da vida única determina ao ser, nascer sempre com a mente virgem, ou seja iniciar sempre da estaca zero.

Ao contrário a lei da reencarnação, possibilita ao espírito que havendo vivido suas experiências na terra, quando desencarna continue vivendo e aprimorando esta mesma experiência, e adquirindo outras, reencarna novamente, trazendo de volta seus conhecimentos adquiridos, evoluindo e propiciando a evolução da humanidade, e temos muitos relatos confirmados de crianças prodígio, que nascem com lembranças do passado; se os opositores da reencarnação disserem que essas recordações não tem nada a ver com a reencarnação, estarão comprometendo a Lei Divina, pois porque vivendo uma única vez na terra,

estaria Deus criando alguns seres privilegiados, mais inteligentes que outros.

Ao contrario do que afirmam os opositores, a reencarnação é a condição primeira da evolução, pois sem ela todos os demais fatores como, amor, sexo, inteligência, etc., se demorariam limitados, sendo que com a reencarnação compreendemos que a evolução vai ao infinito.

5-O esquecimento de encarnações anteriores ajuda ou atrapalha nossa vida atual?

O esquecimento das lembranças de nossas vidas anteriores nos auxilia em nossa caminhada evolutiva, primeiro porque se lembrássemos de nosso passado, a reencarnação perderia um dos motivos mais importantes de existir, pois não haveria esse interregno divino de uma reencarnação para outra, e não existiria a benção do recomeço, nos demoraríamos vivendo o remorso pelos atos infelizes que praticamos, carregaríamos lembranças desagradáveis, como aquelas que vivemos na juventude, ou como adultos mesmo, de nossa existência presente e que desejamos apagar da memória, muitas vezes sem o conseguir.

Segundo porque é através da benção do esquecimento, que encontramos as condições necessárias, para nos reconciliarmos com os nossos inimigos do passado.

Com a benção do esquecimento pelas portas benditas da reencarnação, recebemos em nossos braços como filhos extremados do coração, nossos verdugos ou vitimas do passado, não vendo nestes senão um ser tenro e pequenino, carente de nosso afeto e de nosso amor, e então o ódio e a vindita se extinguem ou se amainam, efetivando-se desta forma as palavras de Jesus quando nos disse que só o amor encobre a multidão de nossos pecados.

Alguns alegam que gostariam de lembrar as vidas anteriores, pois poderiam com isto modificar-se, melhorar-se, o que não deixa de ser uma utopia, pois soubéssemos que um familiar hoje querido, ou um amigo, nos atraiçoou nos destruiu a vida em uma outra reencarnação, o trucidaríamos ainda no berço, no ato da concepção.

Alguns teoricamente evoluídos alegam que se tivessem conhecimento de terem em sua família ou entre amigos, um inimigo de outrora, o perdoariam, pois se julgam capazes de perdoá-lo, é provável que um ou outro homem traga no presente esta virtude, mas não podemos nos esquecer que para chegar a este momento evolutivo, este virtuoso necessitou da benção do esquecimento em vidas anteriores, caso contrário não haveria apreendido a perdoar.

O esquecimento de nosso passado é uma benção divina, pois esquecendo nossos erros do passado, aproveitamos o presente para construir um futuro de paz e felicidade, a caminho da ascensão que nos esta reservada na eternidade.

6-Existe algum tipo de programação realizada pelo espírito no outro mundo? Os espíritos preparam sua próxima encarnação, por exemplo, escolhendo a família e as condições em que voltarão a este mundo?

Existem sim programações realizadas pelo espírito na espiritualidade, por incrível que pareça, existem programações por parte dos espíritos evoluídos, e também da parte dos espíritos ainda endurecidos.

As entidades infelizes que habitam as trevas constroem castelos ou casebres em regiões sombrias ou nebulosas, plasmadas por suas vibrações mentais negativas, traçam programas organizados de combate à verdade e ao bem, pois revoltadas contra a Providencia Divina, pretendem infantilmente suster o curso da evolução, entretanto sem que se apercebam, estão caminhando para a finalidade suprema da vida, a perfectibilidade, a luz e a manifestação do amor, que trazemos todos nós em potenciação no núcleo da alma, pois ninguém permanecerá nas trevas para a eternidade.

Nas obras de André Luiz, psicografadas por Francisco C. Xavier, e ultimamente em o livro “Esculpindo o Próprio Destino”, escrito pelo espírito de Lucius, através do médium André Luiz Ruiz somos informados, com detalhes mesmo, a respeito desta programação.

Os espíritos evoluídos e os superiores desenvolvem programas para a assistência às entidades ainda infelizes, para a assistência aos espíritos encarnados, e para a própria evolução.

Temos um exemplo claro da programação dos espíritos superiores, apresentado ainda pelo espírito de André Luiz em seu primeiro livro “Nosso Lar”, pois Nosso Lar é uma colônia construída por entidades evoluídas, colônia esta que oferece aos missionários da luz, condições de assistência às entidades sofredoras, esta colônia é projetada com hospitais, existindo também o bosque das águas, o campo da musica, etc., isto é projeto, é estudo, programação.

E quanto mais evoluídos forem os espíritos, mais programados, mais organizados se apresentam, pois conforme vamos assimilando melhor os designos do Criador, mais organizados nos tornaremos; basta apreciar a vida como manifestação de Deus no universo e, da programação divina que nela se manifesta como ordem, equilíbrio, inteligência e amor, pois a aparente desordem, aquilo a que chamamos de catástrofe, esta contida no contexto da ordem absoluta, como um instrumento de maturação de evolução da vida.

E quanto aos espíritos prepararem a sua reencarnação, depende muito da evolução em que este espírito se demore se for um espírito esclarecido, poderá programar sua reencarnação, escolhendo mesmo os pais com quem deseje reencarnar, pois já adquiriu méritos para isso, se for um espírito ainda infeliz, ignorante das verdades divinas, não terá esta condição, terá que submeter se ainda a lei de ação e reação, pois se comprometeu com a Lei Divina, em vidas anteriores quando prejudicou os seus semelhantes.

Existem espíritos que embora não sendo um espírito superior, não podendo programar sua própria reencarnação, mas já redimidos, propensos ao trabalho, desejosos de evoluir, recebem a benção da reencarnação programada, por amigos mais evoluídos, que o auxiliam em seu retorno a terra, encontramos uma orientação precisa e detalhada, da parte de André Luiz, em seu livro, “OS Missionários da Luz”, no capitulo da reencarnação de Segsmundo.

E espíritos que reencarnam através da reencarnação que chamamos de compulsória, nem sequer sabem que estão reencarnando, são atraídos para o corpo de matéria, por lei de afinidade, de sintonia, são comumente entidades, ainda envoltas pelo vicio, pelas paixões torpes.

Isto não quer dizer que não exista programação, pois não existem efeitos sem causa, todo efeito tem uma causa, entretanto esta programação foge, ao controle do espírito reencarnante, não estando tampouco sobe o controle dos espíritos superiores, mas esta inserida como um capitulo da Lei Divina, fazendo-se vigente no momento evolutivo desse espírito, o que não quer dizer que, iniciado o processo, eles não auxiliem o mesmo a reencarnar com êxito, pois a misericórdia de Deus é infinita.

7-Por que algumas pessoas reencarnam com deficiências e limitações?

Alguns espíritos reencarnam com deficiências e limitações, por haverem se desarmonizado com a Lei Divina, pois a vida como manifestação de Deus no universo, é harmônica, e quando adulteramos essa harmonia, temos que nos rearmonizar, e devolver a vida as suas condições naturais.

Alguns confrades alegam que reencarnamos com deficiências e limitações, para resgatar dividas, entretanto esta questão necessita ser melhormente esclarecida, pois se Deus nos cobra-se dividas, seria um mercenário, e o que é pior, nós só passamos a compreender que estamos pagando dividas, quando acordamos de maneira clara para a lógica e para a razão, pois a maioria da humanidade, irmãos nossos, adeptos de outras facções do Cristianismo, ignoram estejam pagando dividas, acreditam que estão sofrendo por vontade de Deus; não seria esta atitude do Criador, tal qual a um adulto que tirasse o pirulito da boca de uma criança, sem que ela saiba por quê?

Deus nos concebe a vida por amor, Onisciente e Onipresente, como o concebemos, nos estaria concebendo a vida, dotando-nos de inteligência e de amor, facultando-nos com o livre arbítrio, transformando-nos em construtores do próprio destino, e ciente de que no processo evolutivo que nos compete fazer para atingirmos a felicidade e a luz, estaríamos acertando e errando infinitas vezes; permitiria-nos o erro filho da ignorância, para cobrar-nos, a seguir, por momentos que estão contidos no mecanismo da evolução?

Fossem estas deficiências e limitações resgates de dividas como comumente o entendemos, a Lei Divina estaria equivocada em sua vigência, pois os animais sofrem, e alguns deles voltam para a vida material, com deficiências e limitações mesmo; o que estariam estes animais resgatando?

O homem quando acorda para a razão e para a lógica, age com conhecimento de causa, tendo responsabilidade pelos seus atos, mas o animal é dotado de instinto, age impulsionado pela Providencia Divina que o guia para a evolução, na necessidade de alimentar-se, de sobreviver; será que Deus cobra dividas aos animais?

Embora a dor, o sofrimento, nas suas mais variadas modalidades de ser, sejam meios para a nossa rearmonização com a Lei Divina, não podemos nos esquecer de que, a dor é o burel sublime de que se utiliza o Escultor supremo, para esculpir a vida, em toda sua beleza e esplendor. ´

Estará equívoca a falange do espírito de verdade quando usa a terminologia resgate de dívidas na codificação da doutrina espírita? Estarão equivocados, Leon Denis, Gabriel Dellane, Emmanuel, André Luiz e nós outros quando aplicamos esta terminologia?

Não, não estão eles equivocados, como não estamos equivocados nós outros, que aplicamos estes termos em nossas oratórias ou escritos. A economia da vida se faz manifestar em condições símiles com a economia social, no momento evolutivo em que nos demoramos.

Apreciando de forma aparteada a aplicação da Lei Divina, no capítulo da evolução em que nos demoramos, onde ainda não nos libertamos da influência da matéria, a analogia entre a economia divina em que a Providência se manifesta em amor e a economia social que se desenvolve pelos processos de débito e crédito, se confirma.

No entanto, numa apreciação de conjunto, não nos detendo apenas no momento evolutivo em que como homens nos demoramos como visto esta analogia perde sua razão de ser; mais propriamente dito, ela só se aplica com propriedade ao eu inteligente quando desperta para a razão como homem civilizado, até o momento em que este se libere das influências da matéria, libertando-se dos vícios e paixões.É por aplicá-la em referência a desarmonia em que se demora o homem, com a harmonia do Criador, que esta analogia tem a sua lógica e razão de ser. Quanto à desigualdade da Lei Divina, na distribuição dos valores, sejam eles de ordem moral, intelectual ou social, não existe. Falta-nos visão de conjunto, na interpretação em que nos demoramos quanto à aplicação dessa Lei.

Sola